quinta-feira, 24 de março de 2011

Gilson Peranzzetta e Nelson Faria

Gilson Peranzzetta

Biografia

Conhecido por imprimir criatividade e delicadeza a sua performance como pianista e arranjador, Gilson nasceu em uma família de músicos. Aos nove anos de idade, começou a estudar acordeon, decidindo-se, um ano depois, pelo piano. Cursou a Escola Nacional de Música e o Conservatório Brasileiro de Música.
Iniciou sua carreira profissional em 1964, acompanhando diversos artistas como Elizeth Cardoso, Maria Creuza, Antonio Carlos e Jocafi, Gonzaguinha, Simone, Gal Costa, Joanna, Edu Lobo e Ivan Lins, com quem atuou também, durante 10 anos, como arranjador, diretor musical e produtor musical.
Citado pelo maestro e produtor Quincy Jones como um dos maiores arranjadores do mundo, Gilson Peranzzetta, ao longo de sua carreira recebeu inúmeros prêmios, entre eles três Prêmios Sharp de Música como melhor arranjador, melhor compositor e melhor intérprete. Contabiliza 33 CDs solo lançados nos últimos 20 anos, - os nove últimos saíram pelo selo Marari Discos, criado por Peranzzetta em 1999 - além de centenas de cds gravados para diversos artistas como pianista, produtor e arranjador. Manhã de Carnaval, seu último disco, lançado em 2005, saiu simultaneamente no Brasil, na Argentina e na Espanha.
Compõe também trilhas sonoras para filmes e seriados de televisão. Sua música Setembro, em parceria com Ivan Lins foi incluída na trilha sonora da premiada série norte-americana Dallas e no filme Boys´n the Hood, Sorriso de Luz, na mini-série brasileira Labirinto e Ciúme, no filme Dom estrelado por Marcos Palmeira e Maria Fernanda Cândido. Peranzzetta tem atualmente 150 músicas compostas muitas delas gravadas por artistas nacionais como Djavan, Ivan Lins, Leila Pinheiro, Dori Caymmi, Nana Caymmi e por artistas internacionais como George Benson, Sara Vaughn, Quincy Jones, Dianne Schurr e Shirley Horn, entre outros. Apresenta-se anualmente no Japão, Estados Unidos e Espanha (onde morou por três anos). A cada dois anos grava com a WDR Big Band, da cidade de Colônia - Alemanha e com ela excursiona pela Europa atuando como maestro, arranjador e intérprete.
Para a música de concerto, Gilson compôs a suite Miragem, para orquestra sinfônica e piano, executada em primeira audição pela Jazz Sinfônica de São Paulo, em 1997 e a suite “Metamorfose”, para piano e orquestra executada em priemira audição em 2002, pela Orquestra Sinfônica Brasileira, com Peranzzetta como solista ao piano.
Para a formação piano e orquestra de cordas compôs Cantos da Vida e Valsa pra Lili. Gravou com o Rio Cello Ensemble o cd Sorrir e participou de dois discos do Quinteto Villa-Lobos como compositor e intérprete. Há dez anos desenvolve um trabalho que une o erudito ao popular ao lado de Mauro Senise (sax e flauta) e David Chew (violoncelo), registrado no cd Extra de Vários (2005).
Em janeiro de 2006 foi convidado pelo compositor Billy Blanco para orquestrar e reger a Sinfonia do Rio de Janeiro (Tom Jobim e Billy Blanco). Além da orquestração e da regência Peranzzetta compôs para a Sinfonia uma nova introdução e todas as ligações entre as canções. O resultado foi uma memorável apresentação na Sala Cecília Meirelles com a participação do Orquestra dos Sonhos, arregimentada por Paschoal Perrota e dos cantores Pery Ribeiro, Leila Pinheiro, Doris Monteiro, Zé Renato, Paulo Marquez e Elza Soares. Ainda no primeiro semestre de 2006 Peranzzetta estará lançando, pelo selo Marari dois novos cds: Valsas e Canções e Bandeira do Divino.
Atualmente Gilson Peranzzetta realiza concertos solo, com seu trio popular (com as participações de Luiz Alves – baixo e João Cortez – bateria), em duo com Mauro Senise(o duo possui três cds lançados em 18 anos de parceria), com o trio erudito (em parceria com Mauro Senise – sax e flauta e David Chew – violoncelo) e concertos como solista convidado de orquestras, além de ministrar workshops de interpretação, arranjo e composição.

sábado, 19 de março de 2011

Morreu Don Chacal

DON CHACAL (* 1941 + 13-03-2011)



Um dos percussionistas preferidos pelos músicos, Don Chacal faleceu em 13 de março aos 69 anos de idade. Segundo o baterista Wilson das Neves, Chacal era perfeito em suas apresentações. Compadre de Chacal, Wilson declara que o mesmo não batia, tocava.
RIP

Keith Jarrett em SP e RJ

Aclamado pianista se apresenta em abril na Sala São Paulo e no Teatro Municipal carioca

People Power By Ivone Santos



Estão à venda os ingressos para as duas apresentações que o maior e mais criativo e influente pianista de jazz de todos os tempos fará no Brasil, dias 6 e 9 de abril, na Sala São Paulo e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, respectivamente.

Como adianta o título do espetáculo trazido ao país pela promotora DellArte, “An Evening of Solo Piano Improvisations” deverá brindar a plateia com o melhor da genialidade de Jarrett, indiscutível mestre do piano contemporâneo, que conjuga em sua peculiar interpretação técnicas de improvisação e digressões jazzísticas.


Keith Jarrett em 2003, ao vencer o Polar Music Prize (Foto Micael Engstrom/IBL)

Nascido em Allentown, Pensilvânia, em 8 de maio de 1945, o músico dos músicos de jazz é um dos pianistas mais influentes dos últimos 25 anos. Com um estilo musical peculiar e grande versatilidade, Jarrett possui uma maneira de tocar muito pessoal. Não é um intérprete conciso: ao contrário, é dado a longas digressões, e muitas de suas peças são improvisos livres, mesclando trechos de caráter erudito.

Na música de Jarrett podemos encontrar alguns elementos bem característicos: o artista gosta de explorar os desdobramentos de melodias simples, líricas e cantantes. Porém, o aspecto mais importante da sua música talvez seja seu modo de tocar, seu pensamento musical. Isso fica especialmente claro quando ele interpreta standards. É como se ele nos levasse a imaginar as notas subentendidas, as frases não articuladas, os caminhos não tomados.

As interpretações de Jarrett são temperadas por leves excentricidades cênicas. Ele tem, por exemplo, o costume de murmurar ou cantarolar enquanto toca. Ocasionalmente, também se levanta da banqueta para tocar de pé. No entanto, tais excentricidades ficam em segundo plano, nunca chegando a ofuscar o compromisso total de Jarrett com a música.

Serviço

São Paulo – 06 de abril de 2011
Sala São Paulo – 21h
Praça Júlio Prestes, 16 – Tel. 11 3367-9500
Ingressos: Disque Dell’Arte, tel. 11 4002-0019
E pelo site www.ingressorapido.com.br
Preços:
Plateia Central — R$ 400
Plateia Elevada — R$ 350
Balcão Mezanino — R$ 400
Coro — R$ 400
Camarote Mezanino I — R$ 400
strong>Camarote Mezanino II — R$ 350
Camarote Superior — R$ 200
Balcão Superior — R$ 350

Rio de Janeiro – 09 de abril de 2011
Teatro Municipal – 21h
Praça Marechal Floriano – Tel. (21) 2262-3501
Ingressos: Disque Dell’Arte, tels. 21 3235-8545 / 2568-8742
Preços:
Frisa e camarote — R$ 400
Plateia — R$ 400
Balcão nobre — R$ 400
Balcão superior — R$ 250
Galeria — R$ 120

sexta-feira, 18 de março de 2011

RARIDADE PARA GUARDAR EM SEUS ARQUIVOS FAVORITOS

Imperdível 



São centenas de CDs !!!!
Verifique no endereço abaixo

http://www.radio3net.ro/dbalbums/albume1001

Você pode até escolher e ouvir o CD todo.

1- Ao colocar o cursor no nome do CD, a capa do disco aparece;

2- Clicando no nome do disco, aparece a relação das faixas que
podem ser ouvidas em sequência.

Você pode até apreciar o Kind of Blue do Miles Davis um dos melhores CDs de Jazz já gravado.

terça-feira, 15 de março de 2011

Morre baterista de jazz, Joe Morello


Causa não divulgada

14/03/2011 11:23:52

Causa do óbito não foi divulgada.
Morreu neste sábado (12), o baterista histórico de jazz, jazz Joe Morello. O músico que era um dos integrantes do Dave Brubeck Quartet, tinha 82 anos e estava em sua casa, em Irvington, Nova Jersey, quando faleceu.

Segundo o site do jornal The New York Times, a causa do óbito não foi divulgada. A notícia da morte foi anunciada através de um comunicado oficial publicado no site do músico, o qual dizia que "seu impacto no mundo da música e em todos aqueles cujas vidas ele tocou viverá para sempre".

Joe Morello esteve no Dave Brubeck Quartet entre 1956 e 1967. Após o término da banda, o músico assumiu a carreira de professor, dando aulas para grandes nomes do jazz, como Jerry Granelli, Danny Gottlieb e Max Weinberg. Porém, Joe Morello não abandonou os palcos, voltando a se apresentar entre as décadas de 80 e 90.

Revista Cifras

domingo, 13 de março de 2011

Jaco Pastorius - A Portrait Of Tracy



Prefiro o baixo acústico, mas para o saudoso Pastorius, temos que tirar o chapéu....

História do Sax



Mais uma história de Instrumentos.

Os tipos de saxofone

O saxofone existe em sete tamanhos: sopranino, soprano, contralto ou alto, tenor, barítono, baixo e contrabaixo. O sopranino, o alto, o barítono e o contrabaixo soam em mi bemol, enquanto que o soprano, o tenor e o baixo, soam em si bemol. A maior parte dos saxofones é curva. O soprano, mais comum na forma reta como o clarinete, aparece também na forma curva. Já o sopranino é reto, aproximando-se do tamanho de uma flauta doce contralto.
Os saxofones mais comuns são o soprano, o alto e o tenor. É muito difícil para o iniciante escolher qual saxofone deseja tocar. Nesse caso, recomendo iniciar os estudos com um alto ou tenor, já que são os mais fáceis de encontrar no mercado, e também são mais baratos. Mais adiante, quando já estiver mais familiarizado, o novo músico poderá optar por aquele de sua preferência. Mas é muito comum tocar-se mais de um saxofone, já que todos possuem um mecanismo padrão

quinta-feira, 10 de março de 2011

Jarret´s song - Kiko Continentino e Paulo Russo



Kiko Continentino e Paulo Russo no SESC Paulista

Paulo Russo é o melhor baixista do Brasil de todos os tempos...

Miles davis et John Coltrane - So what



Um dos grandes momentos do jazz

Tipos de Trombones

Veja os tipos de trombones no link abaixo:
http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/pt/Types_of_trombones

Meu Instrumento - Trombone - Trama/Radiola 08/12/08



Para quem não conhece um trombone.

Paquito D'Rivera



Esta mistura de Brasil, Cuba e Estados Unidos na música é sensacional, o que não acontece na política. O Brasil está muito bem representado pelo Airton Moreira (percussão e Cláudio Roditti (Trumpete). Louvor para o arranjo e solo do Slide Hamptom no Trombone na segunda apresentação.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Baixada Jazz Big Band - Tivoli (Dexter Gordon)



Apresentacao na Sala Baden Powell em 02 Marco 2011

Phil Woods Just Friends



Este arranjo foi transcrito da gravação do "Charlie Parker on Strings", quando este saiu da formação tradicional de combo e surrpreendeu todo mundo gravando com uma orquestra de cordas. Parker estava com muita inspiração nesta gravação e com todo respeito a Phil Woods duvido que alguém possa superá-lo nesta performance dele, com cordas e instrumento de sopro com solos tão fantástico.

Charlie Haden Quartet West with string orchestra



Mais um excelente trabalho do baixista Charlie Handen desta vez acompanhado com osquestra de cordas e solo lindo do saxofonista Ernie Watts.

domingo, 6 de março de 2011

Grachan Moncur III "Now's The Time"



Para quem conhece a discografia de Mancur III não vai gostar desta apresentação e, também, a péssima gravação, mas foi o único registro em vídeo que encontrei deste excelente trombonista, por esta razão esta homenagem.

sábado, 5 de março de 2011

Como ouvir bom Jazz na Internet



Jazz para todos os gostos você poderá apreciar na Internet através do programa iTunes. Basta vc baixar o programa no Baixaki em: http://www.baixaki.com.br/download/itunes.htm
Após instalar o programa. Abrir a interface do programa e clicar na coluna esquerda em rádios e em seguida escolha Jazz e aparecerá uma série de emissoras para escolher. Particularmente gosto mais da JazzRadio.com - Mellow Jazz. Ótima emissora para relaxar e descontrair ao som de baladas lindíssimas."Boa Sorte"

terça-feira, 1 de março de 2011

O que é Jazz



Vários especialistas escrevem e vendem milhares de livros tentando nos dizer o que é o jazz. Quase sempre, no início dessas obras, assumem uma traiçoeira imagem de humildade repetindo as palavras de Louis Armstrong: ‘se você precisa perguntar o que é jazz, então você nunca vai saber’. Mas, aos poucos, esses especialistas não se agüentam e começam a escrever uma série de bobagens. Uma delas, bastante comum nos manuais, é ridicularizar as opiniões dos próprios músicos de jazz sobre o que seja jazz – ora, se as pessoas que fazem jazz não sabem o que tocam, como um especialista teórico em jazz vai saber? Jo Jones, grande baterista e arremessador de pratos, dizia que jazz é ‘tocar o que se sente’. Para o sempre amistoso Miles Davis ‘jazz é uma palavra crioula que os brancos despejaram sobre os negros’. Depois da sessão de humildade e das citações, os teóricos partem para a construção de imensos sistemas axiomáticos, cuja finalidade é comprovar que o jazz pode ser traduzido em palavras, partituras e gráficos. A grande maioria desses sistemas não passa de um giro retórico, repleto de notas de rodapé, quase sempre financiados por alguma universidade (aquele local onde se aprende a não dizer nada em vários volumes). As falácias são quase sempre as mesmas: que o jazz nasceu em New Orleans; que nasceu por volta de 1900; que foi criado pela mistura de uma multiplicidade de estilos anteriores, entre eles as work songs, os field rollers, os spirituals, o blues e o ragtime; que é caracterizado por um ritmo complexo e ‘propulsivo’ de origem africana; que é caracterizado por conjuntos que tocam na base da improvisação coletiva, com solos virtuosos e liberdade melódica, quase sempre com referência à harmonia européia ligeira ou, dependendo da época, profundamente modificada.


Ou seja, não chegam a lugar algum. O que me parece realmente significativo no jazz é o elemento sociológico, elemento que raramente é tratado – melhor seria dizer enfrentado – pelos críticos: quantos dos amigos navegantes sabem qual o número de judeus mortos no holocausto nazista? Creio que um bom percentual de leitores responderá 6 ou por volta de 6 milhões. E não me venha com aquela estória de que faltou orégano que o assunto aqui é sério. O mundo todo chorou esse crime, Hollywood promoveu muito esse choro, todos fizeram alarde, seja por um sentimento de indignação sincero, seja por interesse diverso ou escuso. O que quase ninguém chorou, o que ninguém denunciou devidamente, é que o número total de escravos importados da África não é conhecido exatamente. O que se sabe é que 900 mil foram trazidos para a América no século XVI; aproximadamente 3 milhões no século XVII; mais 7 milhões no século XVIII e 4 milhões no século XIX. Para cada um desses escravos que chegavam vivos em seus cativeiros, cerca de 5 eram mortos durante as capturas ou em alto mar. Ou seja, o comércio de escravos significou a eliminação de 60 milhões de africanos. Bem mais que os 6 milhões de judeus. E esses dados são fruto de pesquisas sérias (veja, por exemplo: The Black Triangle, de Armet Francis ou The Black Holocauste For Beginners, de S. E. Anderson).


A questão crucial então, como sempre salientou Miles Davis, é dizer que o jazz é o fruto musical de uma imensa revolta de 15 milhões de escravos, de 15 milhões de pessoas negras lamentando sua dor. O jazz nasceu como um código musical que procurava unir um povo dizimado, humilhado, seviciado, explorado e, após a abolição, abandonado por seu donos. Um povo que, apesar de tudo, precisava dançar, sorrir, relaxar, amar, experimentar e criar. O jazz é isso: é o que Jackie McLean e seus amigos Bill Hardman (t), Mal Waldron (p), Paul Chambers e Philly Joe Jones (d) fazem no álbum Jackie’s Pal (no pw), gravado em 31 de agosto de 1956 para a Prestige. Oxalá!

By John Lester às 15:44

Pat Metheny Group - Have you heard

Pat Martino: These Are Soulful Days

Freddie Hubbard Body And Soul

Trumpet Jazz with Art Farmer "very good

Griff's Groove. Kenny Clarke-Francy Boland big band